“As Redes Sociais, as compras coletivas, os conteúdos específicos para players, as versões customizadas para navegadores, as aplicações móbiles, a transmídia, a 3D, os links patrocinados, os diferentes sistemas operacionais, os novos aplicativos, as tendências específicas de segmentos de públicos, os hábitos de consumos na web, as diferentes opções de mídia e a publicidade digital, são as novas necessidades para todos os tipos de empresas que vão impactar enormemente o seu negócio”. (Airton Correa Soares Junior – diretor de marketing da CDI – Comunicação Digital Inteligente) Fonte: Jornal do Comércio RS.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Vendas de final de ano com motivação

Palestra Especial do Sindilojas Porto Alegre motiva as equipes das lojas para as vendas de final de ano
O final do ano é a principal data para o varejo brasileiro. Durante a véspera do Natal, as lojas ganham movimento e um dos fatores principais para garantir vendas positivas para o setor é a motivação das equipes. Por isso, o Sindilojas Porto Alegre realizou nesta quinta-feira a Palestra Especial “Com seu time, entre em campo sempre para ganhar”. O palestrante foi o CEO da Reserva, Rony Meisler, que contou como construiu uma marca de personalidade forte, preocupada com o cliente, design apurado e que investe em inovação.

Em sua palestra, Rony Meisler fez questão de destacar a importância do encantamento para atrair novos clientes, além de fidelizar aqueles que há tempos acompanham a marca. Segundo ele, quem trabalha para surpreender o consumidor tem por consequência lógica uma venda maior. “A consequência do nosso jeito de vender, levou a gente a ser muito mais um ponto de encontro do que um ponto de venda, A relação dos nossos clientes com as nossas pessoas, os colaboradores, é muito mais próxima do que a média do mercado, e isso é um grande diferencial”, explicou.

Atualmente, o Grupo Reserva soma 65 lojas próprias nas principais capitais do Brasil, oito franquias e tem presença em 1,4 mil multimarcas pelo País. De acordo com Meisler, um dos destaques da Reserva, nesse sentido, é o grande investimento feito com os seus colaboradores: “A maior parte das marcas de moda investem de 5% a 10% em marketing e publicidade. A gente investe 0,96% em marketing e publicidade, mas 3% na comunicação para as nossas pessoas. A gente faz isso porque é legal, mas também porque é inteligente. Quando a gente investe pesado para informar as nossas pessoas sobre os nossos valores, isso é passado para os pontos de venda e o resultado é muito melhor”.


Em seu discurso que contagiou o público, o palestrante ainda destacou a importância da iniciativa privada participar das mudanças da sociedade. “No Brasil, a gente vive a cultura da reclamação. A Reserva está fazendo a nossa parte, e todos nós precisamos fazer a nossa parte. Vamos sair da cultura da reclamação, e entrar na cultura da transformação. O país precisa que a iniciativa privada se envolva para fazer o bem”, finaliz
Fonte: Sindilojas PoA.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Ranking das 10 melhores cidades para empreender no Brasil:

   A Endeavor, organização de apoio a empreendedorismo e empreendedores de alto impacto divulgou o ranking no Brasil

    1.º São Paulo. Índice: 8,492
·         2.º Florianópolis. Índice: 8,178
·         3.º Vitória. Índice: 7,309
·         4.º Curitiba. Índice: 7,119
·         5.º Joinville. Índice: 7,011
·         6.º Rio de Janeiro. Índice: 6,732
·         7.º Campinas. Índice: 6,725
·         8.º Maringá: 6,624
·         9.º Belo Horizonte: 6,617
  10.º São José dos Campos: 6,510

Setor de turismo cresce 4,3%.

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Imagem: Geraldo Gurgel - Embratur


O setor de turismo no país apresentou um aumento de 4,3% no faturamento médio das empresas, durante o terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2016. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas que também apurou a expansão da receita, assim como a perspectiva de realização de novos investimentos no período de outubro a dezembro. A pesquisa avaliou sete segmentos propostos pelo Ministério do Turismo.


Segmentos avaliados

Parques e atrações turísticas (11,4%),
Transporte aéreo (11,2%),
Operadoras de turismo (10,3%), e
Agências de viagens (9,3%).

Do conjunto de empresas pesquisadas, 66% manifestaram intenção de investir parte do faturamento apurado ainda em 2017. O maior percentual, 15,2%, é projetado pelo segmento de turismo receptivo, seguido dos organizadores de eventos (8,1%), meios de hospedagem (5,2%) e transporte aéreo (4,7%).

Na pesquisa as empresas apontaram como fatores limitantes ao crescimento dos negócios os custos operacionais e financeiros além do momento econômico e político ainda desfavorável do país. O Boletim de Desempenho Econômico do Turismo foi produzido com informações de 716 empresas que empregam 79.319 mil pessoas e faturaram R$ 9,2 bilhões no trimestre.

Fonte: Ministério do Turismo. 

domingo, 26 de novembro de 2017

Tendências do mercado para 2018.

 Palestra de Cesar Pancinha no Café com Lojistas



“O mundo se transformou em uma velocidade não percebida e hoje vivemos uma verdadeira revolução no mundo do trabalho, no comportamento do consumidor e nas tendências de mercado. Você está atento a isso?” Assim Cesar Pancinha abriu o último Café com Lojistas de 2017, no último dia 21. O evento é promovido pelo Sindilojas Porto Alegre. O palestrante fez uma retrospectiva sobre o mundo do trabalho, destacando como as relações entre empregado e empregador mudaram. “As complexidades mudaram e os profissionais e empresas precisam se adaptar ao novo momento”, destacou ele.

“Em 1960 vivíamos a era da estabilidade, na qual o grande valor para os profissionais era manterem relações e empregos a longo prazo. Depois, por volta da década de 90, a regra era a empregabilidade. O Brasil se encontrava na era do pleno emprego e tudo que a pessoa precisava era ser atrativa para ter opções em mais de uma empresa. Hoje, diferentemente estamos na era 3.0, ou seja a era da trabalhabilidade. Agora, mais do que um emprego fixo as pessoas buscam oportunidades de gerar renda em diversas atividades, de maneira complementar. Por isso, o profissional ideal é aquele que tem a capacidade de ser especialista em determinada área e, ao mesmo tempo, generalista em outras”, explica Pancinha.

Para o palestrante, especialista em comportamento do consumidor e em comportamento humano, com mais de 25 anos de atuação na área, o desafio é sair do automático e ser protagonista. “Assuma o comando, o controle da ação e resolva o problema do seu cliente”, disse.

Mas, afinal, por que se perde um cliente? Segundo Pancinha, 65% dos consumidores deixam de comprar de determinada loja por sentirem indiferença por parte dos vendedores, 14% por reclamações não atendidas pelas empresas e 10% por perceberem que a concorrência oferece mais vantagens a eles. É pensando nisso que ele ressaltou na palestra que não só de mudanças no mercado de trabalho o País está vivendo.

Segundo Pancinha, a revolução também está impactando o comportamento do consumidor. “O cliente não quer mais comprar só um produto, mas o estilo do produto. Você segue vendendo livros ou conhecimento? Mude seu posicionamento. Estamos falando de gerar experiência para o seu cliente, de gerar valor para ele”, ponderou.

Por não se adaptarem ao novo contexto, aos olhos do cliente as empresas estão cada vez mais iguais, utilizando estratégias similares, ofertando os mesmos produtos ou com qualidades semelhantes. E o que estão fazendo para se diferenciar? “Vivemos um momento em que devemos ser melhores do que quando fomos melhores”, disse.

Fonte: Sindilojas Porto Alegre

sábado, 25 de novembro de 2017

Prêmio carrinho AGAS 2017 ocorre nesta segunda, 27.

Cada vez mais disposto a compreender as mudanças do mercado e as necessidades dos novos consumidores, o setor supermercadista gaúcho tem, em seus fornecedores de produtos, equipamentos e serviços, aliados decisivos para o crescimento e para buscar oportunidades de vendas. Realizado há 34 anos pela Associação, o Carrinho Agas 2017 será entregue na noite desta segunda, 27 de novembro, na Casa NTX, em Porto Alegre, para reconhecer as empresas e personalidades que mais contribuíram para o desenvolvimento dos supermercados gaúchos ao longo do ano, em eleição que contou com a participação dos 252 maiores supermercadistas do Estado e que teve a chancela do Instituto Segmento Pesquisas.

Ao todo, 38 companhias e personalidades receberão o troféu Carrinho Agas 2017, em solenidade que receberá pelo menos 900 convidados a partir das 20 horas. Repetindo uma inovação implantada no ano passado, o processo de eleição dos vencedores do Carrinho ocorreu de forma espontânea pelos 252 supermercadistas ouvidos - todos integrantes do Ranking Gaúcho de Supermercados da Agas. Antes, os varejistas votavam a partir de uma lista apresentada pela Associação levando em conta a participação de mercado em cada categoria. "Com o voto espontâneo, o share de mercado se torna apenas um dos quesitos avaliados, valorizando cada vez mais a indústria local e o relacionamento com o varejo", destaca o presidente da Associação, Antônio Cesa Longo.

Criado em 1984, o Carrinho Agas premia fornecedores do setor avaliando ainda outros quesitos, como qualidade dos produtos ou serviços, relacionamento com o varejo, índices de ruptura, capacidade de inovação e cumprimento de prazos de entrega.

Fonte AGAS

Preços médios dos materiais de construção em outubro de 2017.

Aço CA-50 Ø mm R$ 4,23
Areia Lavada m3 R$ 64,75;
Bacia sanitária branca com caixa acoplada R$ 305,33; 
Bancada de pia de mármore branco 2,00 m x 0,60 m R$ 1.108,27;
Brita nº 02 m3 R$ 58,89
Bloco de concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm unid R$ 3,24
Cimento CP-32 II Kg R$ 0,52; 
Concreto fck=25 Mpe m3 R$ 303,97
Chapa compensado plastificado 18mm m2 R$ 33,31;
Disjuntor tripolar 70 A unid R$ 110,02;
Emulsão asfáltica impermeabilizante Kg R$ 16,36
Esquadria de correr tamanho 2,00 x 1 ,40m , em alumínio m2 R$ 612,36
Fechadura para porta interna, em ferro, acabamento cromado unid R$ 35,38;
Fio de cobre anti-chama, Isolamento 750V,#2,5 mm2 m R$ 1,11
Janela de correr tamanho 1,20m x1,20m em ferro m2 R$ 168,87
Locação de Betoneira dia R$ 32,33
Placa de gesso m2 R$ 10,77
Porta lisa p/pintura unid R$ 124,76;
Placa cerâmica (azulejo) 3Ocm x 4Ocm, PB II m2 R$ 22,82;
Registro de pressão cromado Ø 1/2" unid R$ 45,34; 
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2" m R$ 49,75
Tijolo 9 x19x19 cm unid R$ 0,59;
Tinta látex PVA l R$ 19,37
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m R$ 28,46
Telha fibrocimento ondulada 6 mm m2 R$ 22,00; e
Vidro liso transparente 4 mm m2 R$ 59,33; 
Fonte: DEE – Sinduscon/RS

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Em entrevista para a Agência CNI de Notícias especialista destaca a importância das redes sociais no mercado empresarial.

ENTREVISTA: Está cada vez mais difícil para qualquer empresa sobreviver ignorando as redes sociais, diz Martha Gabriel

A escritora e consultora na área de marketing digital, inovação e educação comenta as mudanças na rotina das empresas com o empoderamento dos consumidores e dá dicas para as empresas se adaptarem


A disseminação do uso das redes sociais entre a população faz com que se torne cada vez mais difícil para uma empresa sobreviver ignorando esse tipo de relação virtual. Mesmo as pequenas empresas têm que estar nas redes sociais e investir tempo nessa atuação, orienta a especialista em marketing digital Martha Gabriel, autora do best seller “Marketing na Era Digital” e finalista do Prêmio Jabuti 2014 com o livro “Educ@r: a (r)evolução digital na educação”. 

Nesta entrevista exclusiva para a Agência CNI de Notícias , Martha avalia o empoderamento do consumidor advindo com as redes sociais e dá uma série de dicas para os empresários se adaptarem. "Existem três pilares fundamentais para que qualquer empresa (pequena ou grande) consiga ter sucesso em marketing: conhecer os seus públicos; fazer planejamento de marketing; implementar as ações planejadas". Confira abaixo as dicas da consultora.
AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS É possível que uma empresa sobreviva hoje ignorando as redes sociais? 
MARTHA GABRIEL - Partindo do princípio que, para ter sucesso, o marketing deve criar estratégias nas plataformas que seu público-alvo utiliza, torna-se cada vez mais difícil para qualquer empresa sobreviver ignorando as redes sociais, pois elas são cada vez mais usadas por todos os tipos de públicos. No entanto, é importante lembrar que hoje existem inúmeros tipos de redes sociais distintas, e que as organizações não precisam (e nem devem) atuar em todas, mas escolher para as suas ações estratégicas as plataformas em que o seu público está, para otimizar, assim, os resultados. 
AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - O relacionamento das marcas com seus públicos de forma geral mudou com a consolidação das redes sociais. Como podemos explicar melhor o que se alterou? 
MARTHA GABRIEL - Acredito que as duas principais transformações que as mídias sociais trouxeram para o marketing são: deram poder ao público, permitindo que virtualmente qualquer pessoa tenha voz e influência; estabeleceram um canal de diálogo (mão dupla) na comunicação marca-público. Essas mudanças afetam totalmente a dinâmica do marketing em termos de fluxos de comunicação e influência, mudando as regras do jogo e, exigindo, assim, novas estratégias baseadas em novos comportamentos para as marcas/organizações. Somando-se a isso, enquanto a televisão transformou as pessoas em consumidores de produtos e informações no século XX, o smartphone os transformou em compartilhadores de tudo – o público passou de contemplador para experimentador. Nesse novo contexto que se estabelece, a comunicação de marketing tornou-se muito mais complexa, bidirecional e transparente, requerendo estratégias que entreguem experiência e propósito para conseguir engajar esse público experimentador, conectado e influente. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Quais as vantagens e desvantagens para as empresas do empoderamento do cliente, que passou a ter mais voz com as redes sociais? 


MARTHA GABRIEL - Acredito que as vantagens principais para as organizações do “empoderamento das pessoas” são a obtenção de informações do público, em tempo real, para entender melhor as suas necessidades, desejos e comportamentos, para poder desenvolver e administrar as ações de marketing (criar/definir/ajustar/eliminar produtos e serviços, melhores canais e formas de se comunicar, etc.). Outro ponto é ter um canal de mão dupla para se comunicar com o seu público. Como desvantagem, acredito que estão o aumento da vulnerabilidade em função da transparência que as redes sociais proporcionam, a necessidade de educação digital técnica e atualização constante das equipes de marketing e relacionamento, pois as plataformas digitais se modificam continuamente.
AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Que dicas você dá para o empresário lidar com esse empoderamento do consumidor? 
MARTHA GABRIEL - Para conseguir bons resultados de relacionamento nesse contexto, acredito que a principal dica é conhecer bem o seu público, usando as possibilidades que as plataformas digitais oferecem de “escutar” antes de exercitar o poder de “falar”. Quando estamos realmente ouvindo o outro, entendendo e nos interessando por ele, a probabilidade de agir de forma adequada aumenta consideravelmente. O problema é que, muitas vezes, as organizações falam de forma automatizada sem realmente prestar atenção ao público e isso tende a gerar frustração e crise na comunicação. Assim, para sermos interessantes em qualquer relação, precisamos estar, genuinamente, interessados. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Há um passo a passo que empresários de pequenas empresas possam seguir, caso não tenham orçamento para investir em cursos e treinamentos? 


MARTHA GABRIEL - Existem três pilares fundamentais para que qualquer empresa (pequena ou grande) consiga ter sucesso em marketing: 1) conhecer os seus públicos; 2) fazer planejamento de marketing; 3) implementar as ações planejadas. Com o aumento da complexidade que o ambiente digital trouxe para o marketing, essas três dimensões ficaram mais acessíveis e, ao mesmo tempo, mais difíceis. Por exemplo, qualquer pessoa hoje consegue fazer pesquisa de mercado com o auxílio das plataformas digitais. No passado, apenas grandes empresas tinham recursos para isso. No entanto, saber fazer as perguntas corretas para o público adequado requer conhecimento ainda maior do que no passado. O mesmo acontece com a utilização das mídias – antes, a dificuldade era maior para produção e acesso às mídias mais sofisticadas; hoje, produzir vídeos e publicá-los, por exemplo, é muito mais simples, mas conhecer as linguagens das diversas mídias e orquestrá-las de forma produtiva é uma atividade mais difícil e complexa. Dessa forma, independentemente do porte da empresa, ela precisa se capacitar para utilizar as plataformas digitais e, como essas plataformas mudam constantemente, é necessário se atualizar continuamente. No caso da pequena empresa, isso é ainda mais essencial, pois quanto menos recursos se têm, maior a necessidade de eficiência no seu gasto. 

Hoje, o próprio ambiente digital oferece uma variedade enorme de possibilidades de capacitação, que vão desde cursos e eventos gratuitos até certificações específicas internacionais, que requerem investimento financeiro – existem soluções acessíveis e disponíveis para todo tipo de perfil. Assim, é possível para qualquer empresa, de qualquer porte, se habilitar para usar e desenvolver estratégias no ambiente digital. A questão de recursos, portanto, não é de custo para capacitar, mas de tempo. O importante é lembrar que para que uma organização se capacite, ela precisa de pessoas capacitadas, e isso não acontece automaticamente. É preciso incentivar e estruturar um programa de qualificação e atualização para os colaboradores. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Como as empresas devem adaptar sua realidade para investirem no marketing digital? 


MARTHA GABRIEL - Eu não gosto do termo “marketing digital” porque ele exclui as plataformas e estratégias que não sejam digitais, e isso pode trazer problemas de resultados, pois as pessoas não usam apenas o digital, mas todo tipo de plataforma. O foco do marketing deve ser o seu público e não plataformas ou tecnologias – o que determina as ações a serem utilizadas nas estratégias é o comportamento do público. Assim, prefiro o termo Marketing na Era Digital, que se refere ao marketing que utiliza todos os tipos de plataformas, tanto as tradicionais quanto as digitais. Ele soma, não exclui. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Mais do que marketing digital, muitas empresas fecham negócios nas próprias redes sociais. A tendência é que no futuro as lojas físicas sejam extintas? 


MARTHA GABRIEL - Por mais que o digital faça parte da vida humana, enquanto nossos corpos existirem na dimensão física, as experiências presenciais sempre terão importância. Nesse sentido, as lojas físicas continuarão a existir para suprir essa dimensão, no entanto, se tornarão cada vez mais PDE (pontos de experiência) e menos PDV (ponto de venda). Da mesma forma que, conforme a tecnologia se dissemina em nossas vidas, estamos nos tornando seres híbridos do nosso corpo físico biológico e o mundo digital (cibridismo), o mesmo acontece com o varejo –- as lojas físicas e as digitais tendem a coexistir se complementando, criando um “varejo cíbrido”. Isso significa que cada qual (online e offline) deve contribuir com o que oferece de melhor para o processo de compra. Por exemplo, enquanto o online tem conveniência, velocidade e preço, o offline tem experimentação, degustação e imediatismo. Por isso, temos visto empresas que nasceram no digital, como a Amazon e Dafiti, abrirem lojas físicas de experimentação, ao mesmo tempo em que o varejo tradicional físico tem aberto lojas online. O futuro do varejo é a otimização da integração do ON e OFF para se tornarem ONE para o público, ou seja, OMNI-era para a comunicação, delivery e payment. O consumidor não quer saber se o processo é online ou offline, ele apenas quer a melhor experiência, que satisfaça as suas necessidades e desejos, em cada momento ou situação do processo de compra. 

SAIBA MAIS - Autora de cinco livros, Martha Gabriel também é apresentadora da websérie “Caminhos da Inovação” e do “Mundo Digital” da Rádio Jovem Pan. Faz parte do ranking dos 50 profissionais mais inovadores do mundo digital brasileiro pela ProXXIma e está entre os Top 50 Marketing Bloggers mais influentes do mundo pelo KRED. Executiva e consultora nas áreas de marketing, business, inovação e educação, é engenheira, pós-graduada em Marketing e Design, mestre e PhD em artes, e Educação Executiva no MIT. É, ainda, professora de pós graduação na PUC-SP, no TIDD (Tecnologias da Inteligência), de MBAs, e faculty internacional da CrossKnowledge. 
Por Mariana Flores 
Foto: Divulgação 
Entrevista veiculada com autorização do jornalista Aerton Luiz Cipriano Guimaraes Junior, editor da Agência CNI de Notícias.


As redes sociais são as vitrines das lojas.

Rafael Ferreira


Hoje as mídias digitais são
uma realidade consolidada. 
O lojista precisa estar conectado
 para comunicar-se com seus 
públicos de maneira adequada.



As redes sociais, denominação genérica dos chamados de relacionamento na rede mundial de computadores que atendem pela sigla, em inglês, fazem parte da estratégia de empresas modernas. Entretanto,  podem ir além da comunicação e relacionamento com empresas e a imprensa, no caso das lojas de tintas, incluindo outras lojas, clientes e profissionais como decoradores e pintores conectados.

Originalmente construídas para relacionar pessoas e conteúdos, as revendas também podem se beneficiar das redes sociais como ferramenta para relacionar-se com seus diversos públicos. Podem ampliar este universo para alcançar a própria indústria de tintas e portais de notícias do setor da construção além, claro, dos clientes e profissionais que são parceiros fundamentais. Podem levar conteúdos como notícias setoriais, orientações técnicas dos fabricantes de tintas e vernizes, entre tantos outros serviços informativos de qualidade. Acima de tudo, o lojista deve entender que as redes são uma vitrine e uma extensão de suas empresas.

Confusões frequentes como, por exemplo, misturar no perfil corporativo assuntos pessoais de donos e gerentes devem ser evitadas a todo custo.  Além disso, não é recomendado compartilhar  manifestações políticas, partidárias, religiosas e até de torcidas – exceção para as seleções nacionais. São assuntos tóxicos para os negócios. Trazem benefícios temas como arquitetura, decoração e manutenção de superfícies, por exemplo. O perfil da loja deve expressar somente opiniões e conteúdos institucionais e comerciais relacionados ao negócio. Aquilo que o lojista escreve no perfil corporativo ganha vida própria nas redes sociais e atinge o mercado.  A inserção de perfis das lojas nas redes é fundamental, mas também deve ser feita com cautela e inteligência empresarial.

Quem imaginaria há seis ou sete anos que um dia o iria acabar? Pois acabou e o substituiu. Apesar de ainda contar com poucos usuários, vale a pena conhecê-lo. As redes sociais são muito dinâmicas a passam por mudanças constantes. É preciso estar dentro para acompanhar e tirar bom proveito de todo esse movimento. Atualmente o maior canal de relacionamento é, sem dúvida, é um excelente espaço para exibição de vídeos que permitem explorar, por exemplo, o passo-a-passo das aplicações de produtos. Neste ponto, os vídeos das indústrias podem ajudar bastante, sempre que indexados aos das lojas. O Instagram tem maior destaque para imagens de fotos, o que abre espaço para projetos de profissionais de construção, pintura e decoração, além da própria loja.

Nunca é demais lembrar que o cuidado gramatical é básico e indispensável, pois é fator de credibilidade da informação veiculada. Também é importante ter claro que quantidade de amigos e seguidores do perfil da empresa não ajuda muito, a qualidade é muito mais importante. Dará melhor retorno investir no envolvimento da empresa com o setor e com os formadores de opinião.

Rafael Ferreira – Gerente de Marketing e Comunicação da Montana Química S.A.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Preços médios dos materiais de construção em julho de 2017.

CA-50 Ø mm R$ 4,11
Areia Lavada m3 R$ 64,11;
Bacia sanitária branca com caixa acoplada R$ 297,56; 
Bancada de pia de mármore branco 2,00 m x 0,60 m R$ 1.089,31;
Brita nº 02 m3 R$ 60,68
Bloco de concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm unid R$ 3,24
Cimento CP-32 II Kg R$ 0,53; 
Concreto fck=25 Mpe m3 R$ 302,22
Chapa compensado plastificado 18mm m2 R$ 33,20;
Disjuntor tripolar 70 A unid R$ 108,69;
Emulsão asfáltica impermeabilizante Kg R$ 16,32
Esquadria de correr tamanho 2,00 x 1 ,40m , em alumínio m2 R$ 627,38
Fechadura para porta interna, em ferro, acabamento cromado unid R$ 34,56;
Fio de cobre anti-chama, Isolamento 750V,#2,5 mm2 m R$ 1,07
Janela de correr tamanho 1,20m x1,20m em ferro m2 R$ 167,83
Locação de Betoneira dia R$ 32,33
Placa de gesso m2 R$ 10,77
Porta lisa p/pintura unid R$ 122,41;
Placa cerâmica (azulejo) 3Ocm x 4Ocm, PB II m2 R$ 23,22;
Registro de pressão cromado Ø 1/2" unid R$ 44,83; 
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2" m R$ 50,55
Tijolo 9 x19x19 cm unid R$ 0,58;
Tinta látex PVA l R$ 19,19
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m R$ 29,71
Telha fibrocimento ondulada 6 mm m2 R$ 21,98; e
Vidro liso transparente 4 mm m2 R$ 57,33; 
Fonte: DEE – Sinduscon/RS

terça-feira, 1 de agosto de 2017

GP-M 2º Segundo Decêndio de julho de 2017

Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de julho, variação de -0,71%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de -0,61%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de -1,14%, no segundo decêndio de julho. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -1,16%. A taxa de variação dos Bens Finaispassou de 0,20% para -1,12%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupoalimentos in natura, cuja taxa passou de 2,72% para -6,53%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de -0,20%, em junho, para -0,65%, em julho. O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,10% para  -3,93%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -1,78%. No mês anterior, a taxa foi de -3,98%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (-13,67% para -0,95%), cana-de-açúcar (-3,12% para -1,67%) e bovinos (-3,11% para -1,91%). Em sentido oposto, destacam-se: milho (em grão) (-4,54% para -7,05%), algodão (em caroço) (-3,45% para -9,21%) e minério de cobre (0,00% para -7,11%).
 
Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,04%, no segundo decêndio de julho, ante 0,01%, no mesmo período do mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,19% para 0,41%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,08% para 0,33%.
 
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,46% para -0,40%), Educação, Leitura e Recreação (0,12% para 0,36%) e Comunicação (-0,03% para 0,17%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: frutas (-6,74% para -3,50%), show musical (-0,07% para 2,73%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,41% para 0,50%), respectivamente.
 
Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variaçãoos grupos: Transportes(-0,17% para -0,48%), Despesas Diversas (0,39% para 0,14%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,48% para 0,46%) e Vestuário (0,64% para 0,52%).Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: gasolina (-0,85% para -2,32%), tarifa postal (4,94% para 0,00%), salão de beleza (0,60% para 0,11%) e roupas femininas (1,10% para -0,07%), respectivamente.
 
Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de julho, variação de 0,13%. No mês anterior, este índice variou 1,33%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,03%, acima do resultado de junho, de -0,09%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,26%. No mês anterior, este índice variou 2,51%.

Fonte: FGV 

sábado, 29 de julho de 2017

Mercado de trabalho dá sinais de estabilidade


A taxa de desocupação média brasileira atingiu 13,0% no trimestre que compreende os meses de abril a junho. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, houve uma queda de 0,7 p.p. ante o trimestre anterior (janeiro a março). Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, a taxa se elevou em 1,7 p.p..
No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, na comparação interanual, o contingente de ocupados declinou 0,6%, enquanto a força de trabalho disponível cresceu 1,3%. Desse modo, tanto a diminuição no número de pessoas ocupadas quanto a elevação da força de trabalho disponível influenciaram a alta da taxa de desocupação média do período. Na comparação com trimestre de janeiro a março de 2017, houve aumento de 1,4% na ocupação, ao passo que a força de trabalho cresceu 0,6%, resultando em uma taxa de desocupação menor.
O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.104,00, no período de abril a junho, com acréscimo real de 3,0% em relação à remuneração no mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.043,00). A massa de rendimento real aumentou 2,3% na mesma base de comparação, refletindo a elevação no rendimento médio em magnitude mais intensa que o declínio na população ocupada.
Em resumo, os dados de junho mostram um mercado de trabalho ainda enfraquecido, porém com a deterioração que marcou a crise dos últimos dois anos com sinais de interrupção. A taxa de desocupação permanece acima do verificado em no ano passado, no entanto a redução que ocorre em relação ao início do ano mostra que, independentemente dos fatores sazonais do mercado de trabalho, o mercado de trabalho parou de piorar na margem, mesmo que não dê sinais de melhora significativa.
Fonte: Fecomércio

terça-feira, 25 de julho de 2017

Intenção de consumo das famílias aumenta 12,5% em julho

Aumento na intenção de consumo é a maior variação anual da série histórica da pe
Crédito: Reprodução/TV CNC

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,3 pontos em julho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado representa a maior variação anual da série histórica do índice, que começou a ser apurado em 2010. Na comparação com junho, o indicador também apresentou incremento de 0,2%.
“A confiança dos consumidores, que segue em trajetória positiva em relação ao mesmo período do ano passado, vem sendo conduzida pela melhora das expectativas. O início de recuperação das condições econômicas, como a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, pode levar a uma alta mais consistente ao longo dos próximos meses”, comenta Juliana Serapio, assistente econômica da CNC.
Segurança em relação ao emprego
Único subitem acima da zona de indiferença (100 pontos), com 107,5 pontos, o componente Emprego Atual voltou a crescer em relação ao mês anterior (+0,3%). Na comparação anual, também teve elevação, de 6,9%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,3%, ante 31,2% em maio.
A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 95,5 pontos, o subitem apresentou queda de 1,1% na comparação mensal. Em relação a julho do ano passado, teve aumento de 2,1%.
Consumo em alta
O componente Nível de Consumo Atual apresentou a maior variação anual desde fevereiro de 2016, com aumento de 24,2% ante julho do ano passado e 1,8% ante junho. Mesmo assim, a maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (58,6%, ante 59,3% em junho). Embora o item Perspectiva de Consumo tenha registrado queda de 0,2% em relação ao mês anterior, houve aumento de 32,4% na comparação com julho de 2016.
Após duas elevações seguidas, o item Momento para Duráveis apresentou queda de 0,1% na comparação mensal. Em relação a 2016, o componente mostrou aumento de 25,8%, o oitavo consecutivo. O item Acesso ao Crédito, com 70,4 pontos, apresentou aumento de 1,5% na comparação mensal, assim como na anual, com incremento de 11,2%.
O registro mais positivo no comparativo anual de vendas do comércio levou a CNC a revisar de +1,2% para +1,6% sua projeção para o desempenho do varejo ampliado ao final deste ano. Confirmada essa expectativa, o setor voltaria a crescer após três anos consecutivos de retrações.

Fonte: WWW.cnc.org.br

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Em entrevista para a Agência CNI de Notícias especialista destaca a importância das redes sociais no mercado empresarial.

ENTREVISTA: Está cada vez mais difícil para qualquer empresa sobreviver ignorando as redes sociais, diz Martha Gabriel

A escritora e consultora na área de marketing digital, inovação e educação comenta as mudanças na rotina das empresas com o empoderamento dos consumidores e dá dicas para as empresas se adaptarem
Aspas Martha Gabriel
A disseminação do uso das redes sociais entre a população faz com que se torne cada vez mais difícil para uma empresa sobreviver ignorando esse tipo de relação virtual. Mesmo as pequenas empresas têm que estar nas redes sociais e investir tempo nessa atuação, orienta a especialista em marketing digital Martha Gabriel, autora do best seller “Marketing na Era Digital” e finalista do Prêmio Jabuti 2014 com o livro “Educ@r: a (r)evolução digital na educação”. 
Nesta entrevista exclusiva para a Agência CNI de Notícias , Martha avalia o empoderamento do consumidor advindo com as redes sociais e dá uma série de dicas para os empresários se adaptarem. "Existem três pilares fundamentais para que qualquer empresa (pequena ou grande) consiga ter sucesso em marketing: conhecer os seus públicos; fazer planejamento de marketing; implementar as ações planejadas". Confira abaixo as dicas da consultora.
AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS É possível que uma empresa sobreviva hoje ignorando as redes sociais? 
MARTHA GABRIEL - Partindo do princípio que, para ter sucesso, o marketing deve criar estratégias nas plataformas que seu público-alvo utiliza, torna-se cada vez mais difícil para qualquer empresa sobreviver ignorando as redes sociais, pois elas são cada vez mais usadas por todos os tipos de públicos. No entanto, é importante lembrar que hoje existem inúmeros tipos de redes sociais distintas, e que as organizações não precisam (e nem devem) atuar em todas, mas escolher para as suas ações estratégicas as plataformas em que o seu público está, para otimizar, assim, os resultados. 
AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - O relacionamento das marcas com seus públicos de forma geral mudou com a consolidação das redes sociais. Como podemos explicar melhor o que se alterou? 
MARTHA GABRIEL - Acredito que as duas principais transformações que as mídias sociais trouxeram para o marketing são: deram poder ao público, permitindo que virtualmente qualquer pessoa tenha voz e influência; estabeleceram um canal de diálogo (mão dupla) na comunicação marca-público. Essas mudanças afetam totalmente a dinâmica do marketing em termos de fluxos de comunicação e influência, mudando as regras do jogo e, exigindo, assim, novas estratégias baseadas em novos comportamentos para as marcas/organizações. Somando-se a isso, enquanto a televisão transformou as pessoas em consumidores de produtos e informações no século XX, o smartphone os transformou em compartilhadores de tudo – o público passou de contemplador para experimentador. Nesse novo contexto que se estabelece, a comunicação de marketing tornou-se muito mais complexa, bidirecional e transparente, requerendo estratégias que entreguem experiência e propósito para conseguir engajar esse público experimentador, conectado e influente. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Quais as vantagens e desvantagens para as empresas do empoderamento do cliente, que passou a ter mais voz com as redes sociais? 


MARTHA GABRIEL - Acredito que as vantagens principais para as organizações do “empoderamento das pessoas” são a obtenção de informações do público, em tempo real, para entender melhor as suas necessidades, desejos e comportamentos, para poder desenvolver e administrar as ações de marketing (criar/definir/ajustar/eliminar produtos e serviços, melhores canais e formas de se comunicar, etc.). Outro ponto é ter um canal de mão dupla para se comunicar com o seu público. Como desvantagem, acredito que estão o aumento da vulnerabilidade em função da transparência que as redes sociais proporcionam, a necessidade de educação digital técnica e atualização constante das equipes de marketing e relacionamento, pois as plataformas digitais se modificam continuamente.
AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Que dicas você dá para o empresário lidar com esse empoderamento do consumidor? 
MARTHA GABRIEL - Para conseguir bons resultados de relacionamento nesse contexto, acredito que a principal dica é conhecer bem o seu público, usando as possibilidades que as plataformas digitais oferecem de “escutar” antes de exercitar o poder de “falar”. Quando estamos realmente ouvindo o outro, entendendo e nos interessando por ele, a probabilidade de agir de forma adequada aumenta consideravelmente. O problema é que, muitas vezes, as organizações falam de forma automatizada sem realmente prestar atenção ao público e isso tende a gerar frustração e crise na comunicação. Assim, para sermos interessantes em qualquer relação, precisamos estar, genuinamente, interessados. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Há um passo a passo que empresários de pequenas empresas possam seguir, caso não tenham orçamento para investir em cursos e treinamentos? 


MARTHA GABRIEL - Existem três pilares fundamentais para que qualquer empresa (pequena ou grande) consiga ter sucesso em marketing: 1) conhecer os seus públicos; 2) fazer planejamento de marketing; 3) implementar as ações planejadas. Com o aumento da complexidade que o ambiente digital trouxe para o marketing, essas três dimensões ficaram mais acessíveis e, ao mesmo tempo, mais difíceis. Por exemplo, qualquer pessoa hoje consegue fazer pesquisa de mercado com o auxílio das plataformas digitais. No passado, apenas grandes empresas tinham recursos para isso. No entanto, saber fazer as perguntas corretas para o público adequado requer conhecimento ainda maior do que no passado. O mesmo acontece com a utilização das mídias – antes, a dificuldade era maior para produção e acesso às mídias mais sofisticadas; hoje, produzir vídeos e publicá-los, por exemplo, é muito mais simples, mas conhecer as linguagens das diversas mídias e orquestrá-las de forma produtiva é uma atividade mais difícil e complexa. Dessa forma, independentemente do porte da empresa, ela precisa se capacitar para utilizar as plataformas digitais e, como essas plataformas mudam constantemente, é necessário se atualizar continuamente. No caso da pequena empresa, isso é ainda mais essencial, pois quanto menos recursos se têm, maior a necessidade de eficiência no seu gasto. 

Hoje, o próprio ambiente digital oferece uma variedade enorme de possibilidades de capacitação, que vão desde cursos e eventos gratuitos até certificações específicas internacionais, que requerem investimento financeiro – existem soluções acessíveis e disponíveis para todo tipo de perfil. Assim, é possível para qualquer empresa, de qualquer porte, se habilitar para usar e desenvolver estratégias no ambiente digital. A questão de recursos, portanto, não é de custo para capacitar, mas de tempo. O importante é lembrar que para que uma organização se capacite, ela precisa de pessoas capacitadas, e isso não acontece automaticamente. É preciso incentivar e estruturar um programa de qualificação e atualização para os colaboradores. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Como as empresas devem adaptar sua realidade para investirem no marketing digital? 


MARTHA GABRIEL - Eu não gosto do termo “marketing digital” porque ele exclui as plataformas e estratégias que não sejam digitais, e isso pode trazer problemas de resultados, pois as pessoas não usam apenas o digital, mas todo tipo de plataforma. O foco do marketing deve ser o seu público e não plataformas ou tecnologias – o que determina as ações a serem utilizadas nas estratégias é o comportamento do público. Assim, prefiro o termo Marketing na Era Digital, que se refere ao marketing que utiliza todos os tipos de plataformas, tanto as tradicionais quanto as digitais. Ele soma, não exclui. 

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS - Mais do que marketing digital, muitas empresas fecham negócios nas próprias redes sociais. A tendência é que no futuro as lojas físicas sejam extintas? 


MARTHA GABRIEL - Por mais que o digital faça parte da vida humana, enquanto nossos corpos existirem na dimensão física, as experiências presenciais sempre terão importância. Nesse sentido, as lojas físicas continuarão a existir para suprir essa dimensão, no entanto, se tornarão cada vez mais PDE (pontos de experiência) e menos PDV (ponto de venda). Da mesma forma que, conforme a tecnologia se dissemina em nossas vidas, estamos nos tornando seres híbridos do nosso corpo físico biológico e o mundo digital (cibridismo), o mesmo acontece com o varejo –- as lojas físicas e as digitais tendem a coexistir se complementando, criando um “varejo cíbrido”. Isso significa que cada qual (online e offline) deve contribuir com o que oferece de melhor para o processo de compra. Por exemplo, enquanto o online tem conveniência, velocidade e preço, o offline tem experimentação, degustação e imediatismo. Por isso, temos visto empresas que nasceram no digital, como a Amazon e Dafiti, abrirem lojas físicas de experimentação, ao mesmo tempo em que o varejo tradicional físico tem aberto lojas online. O futuro do varejo é a otimização da integração do ON e OFF para se tornarem ONE para o público, ou seja, OMNI-era para a comunicação, delivery e payment. O consumidor não quer saber se o processo é online ou offline, ele apenas quer a melhor experiência, que satisfaça as suas necessidades e desejos, em cada momento ou situação do processo de compra. 

SAIBA MAIS - Autora de cinco livros, Martha Gabriel também é apresentadora da websérie “Caminhos da Inovação” e do “Mundo Digital” da Rádio Jovem Pan. Faz parte do ranking dos 50 profissionais mais inovadores do mundo digital brasileiro pela ProXXIma e está entre os Top 50 Marketing Bloggers mais influentes do mundo pelo KRED. Executiva e consultora nas áreas de marketing, business, inovação e educação, é engenheira, pós-graduada em Marketing e Design, mestre e PhD em artes, e Educação Executiva no MIT. É, ainda, professora de pós graduação na PUC-SP, no TIDD (Tecnologias da Inteligência), de MBAs, e faculty internacional da CrossKnowledge. 
Por Mariana Flores 
Foto: Divulgação 
Entrevista veiculada com autorização do jornalista Aerton Luiz Cipriano Guimaraes Junior, editor da Agência CNI de Notícias.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

As redes sociais são as vitrines das lojas.

Hoje as mídias digitais são
uma realidade consolidada. 
O lojista precisa estar conectado
 para comunicar-se com seus 
públicos de maneira adequada.



As redes sociais, denominação genérica dos chamados sites de relacionamento na rede mundial de computadores que atendem pela sigla Web, em inglês, fazem parte da estratégia de empresas modernas. Entretanto,  podem ir além da comunicação e relacionamento com empresas e a imprensa, no caso das lojas de tintas, incluindo outras lojas, clientes e profissionais como decoradores e pintores conectados.

Originalmente construídas para relacionar pessoas e conteúdos, as revendas também podem se beneficiar das redes sociais como ferramenta para relacionar-se com seus diversos públicos. Podem ampliar este universo para alcançar a própria indústria de tintas e portais de notícias do setor da construção além, claro, dos clientes e profissionais que são parceiros fundamentais. Podem levar conteúdos como notícias setoriais, orientações técnicas dos fabricantes de tintas e vernizes, entre tantos outros serviços informativos de qualidade. Acima de tudo, o lojista deve entender que as redes são uma vitrine e uma extensão de suas empresas.

Confusões frequentes como, por exemplo, misturar no perfil corporativo assuntos pessoais de donos e gerentes devem ser evitadas a todo custo.  Além disso, não é recomendado compartilhar  manifestações políticas, partidárias, religiosas e até de torcidas – exceção para as seleções nacionais. São assuntos tóxicos para os negócios. Trazem benefícios temas como arquitetura, decoração e manutenção de superfícies, por exemplo. O perfil da loja deve expressar somente opiniões e conteúdos institucionais e comerciais relacionados ao negócio. Aquilo que o lojista escreve no perfil corporativo ganha vida própria nas redes sociais e atinge o mercado.  A inserção de perfis das lojas nas redes é fundamental, mas também deve ser feita com cautela e inteligência empresarial.

Quem imaginaria há seis ou sete anos que um dia o Orkut iria acabar? Pois acabou e o Google + o substituiu. Apesar de ainda contar com poucos usuários, vale a pena conhecê-lo. As redes sociais são muito dinâmicas a passam por mudanças constantes. É preciso estar dentro para acompanhar e tirar bom proveito de todo esse movimento. Atualmente o maior canal de relacionamento é, sem dúvida, oFacebook. O Youtube é um excelente espaço para exibição de vídeos que permitem explorar, por exemplo, o passo-a-passo das aplicações de produtos. Neste ponto, os vídeos das indústrias podem ajudar bastante, sempre que indexados aos sites das lojas. O Instagram tem maior destaque para imagens de fotos, o que abre espaço para projetos de profissionais de construção, pintura e decoração, além da própria loja.

Nunca é demais lembrar que o cuidado gramatical é básico e indispensável, pois é fator de credibilidade da informação veiculada. Também é importante ter claro que quantidade de amigos e seguidores do perfil da empresa não ajuda muito, a qualidade é muito mais importante. Dará melhor retorno investir no envolvimento da empresa com o setor e com os formadores de opinião.

Rafael Ferreira – Gerente de Marketing e Comunicação da Montana Química S.A.